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27

de
dezembro

Feliz

Felicidade, Presente de Natal!
"É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lucas 2:11).

O comediante Dom DeLuise relata que houve um  tempo  obscuro em sua vida em que nada o fazia sorrir. Disse ele: "Tudo  em minha vida dava errado.  Vivia  sem  esperança  e  sentia-me completamente inútil." Ao aproximar-se o  Natal,  seu  filho pequeno lhe perguntou o que desejaria  ganhar  de  presente. DeLuise, desanimado, respondeu: "Felicidade –  e  você  não pode me dar isso." Quando chegou o Dia de Natal e a  família abriu seus presentes, o menino entregou a seu pai um  pedaço de  papelão  onde  estava  escrita  com  letras  um    tanto rabiscadas, a palavra felicidade.  O  menino  disse:  "Veja, papai, eu posso lhe dar felicidade!"

Há um costume entre o mundo cristão de se  trocar  presentes no Dia de  Natal.  Embrulhos  coloridos,  laços  dourados  e crianças ansiosas à espera do tão sonhado presente. Além  do brilho da ornamentação característico desta festa de fim  de ano, vemos a família reunida, a mesa arrumada, de acordo com o poder aquisitivo  de  cada  um,  com  as  mais  deliciosas iguarias. É uma noite de muita alegria para todos.

E o que acontece  por  ocasião  do  Natal?  O  que  ele  tem significado para  nós  além  de  uma  noite  festiva?  Temos tratado o Natal apenas como um dia onde  damos  e  recebemos presentes de amigos e parentes ou representa algo muito mais profundo e marcante para nossa vida cristã?

O filho de DeLuise, naquela noite de  Natal,  trouxe  grande alegria ao coração do pai, mas a verdadeira  felicidade  não vem de um amigo ou parente, mas do próprio  dono  da  festa, Jesus Cristo. Ele nasceu para que  comemorássemos  o  Natal, para que tivéssemos os pecados perdoados, para nos dar  vida e vida com abundância, para que nossos nomes fossem escritos no Livro da Vida, para que a felicidade não fosse apenas uma palavra escrita em um pedaço de papelão, mas  fosse  real  e abundante para toda a eternidade.

Jesus nasceu em uma manjedoura em Belém, e continua nascendo a cada dia em nossos corações. Ele  colore  e    brilho  à nossa existência e firmados nele, comemoramos o Natal  todos os dias do ano. Deixe Jesus lhe dar  a  felicidade  e  retribua  o  presente dando-lhe o seu coração.
Arquivado em: Sem categoria I

1 Comentário »

  1. Comentário por Ernesto Neto — 19 19UTC novembro 19UTC 2009 (13:42)

    A verdadeira história do Natal

    Roma, século 2, dia 25 de dezembro. A população está em festa, em homenagem ao nascimento daquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens. Cultos religiosos celebram o ícone, nessa que é a data mais sagrada do ano. Enquanto isso, as famílias apreciam os presentes trocados dias antes e se recuperam de uma longa comilança.
    Mas não. Essa comemoração não é o Natal. Trata-se de uma homenagem à data de “nascimento” do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século 2, tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos. Qualquer semelhança com o feriado cristão, no entanto, não é mera coincidência.
    A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. É tão antiga quanto a civilização e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro. Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, até o auge do verão. É o ponto de virada das trevas para luz: o “renascimento” do Sol. Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a certeza de colheitas no ano seguinte. E então era só festa. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos. Na China, as homenagens eram (e ainda são) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam: o forrobodó era em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.
    A comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso. Cultuar Mitra, o deus da luz, no 25 de dezembro era nada mais do que festejar o velho solstício de inverno – pelo calendário atual, diferente daquele dos romanos, o fenômeno na verdade acontece no dia 20 ou 21, dependendo do ano. Seja como for, esse culto é o que daria origem ao nosso Natal. Ele chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.
    Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a Saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura. “O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes”, dizem os historiadores Mary Beard e John North no livro Religions of Rome (”Religiões de Roma”, sem tradução para o português). Os mais animados se entregavam a orgias – mas isso os romanos faziam o tempo todo. Bom, enquanto isso, uma religião nanica que não dava bola para essas coisas crescia em Roma: o cristianismo.

    Ernesto Neto
    http://www.sinedrion.com

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