Vi no site sobre Pequenos Grupos do Advir e achei lindo.
Tô até vendo, vou sugar tudo o que tiver lá e colocar aqui pra vcs.
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O MAIS IMPORTANTE DA VIDA
“Criaste o homem um pouco menor que os anjos.” Salmo, 8:5.
Pesquisa realizada nos Estados Unidos com crianças entre três e quatro anos revelou, a partir dos dados obtidos que desde que nasce até completar oito anos, uma criança recebe aproximadamente cem mil “nãos”. Os cientistas também concluíram que, “para cada elogio, a criança recebia nove repreensões” (O Sucesso não ocorre por acaso, 31).
Diante de tantas negativas, a criança vai criando limitações quanto a se sentir aceita pelo pais e pelas outras pessoas. Isso se reflete de forma substantiva na adolescência e na idade adulta.
No livro Vivendo Sem Máscaras, Charles Swindoll, narra um fato impressionante vivido pelo conhecido escritor James Dobson. O Dr. Dobson, ao visitar um seminário, resolveu falar sobre sentimento de inferioridade aos futuros pastores, e no decorrer da palestra narrou a história de um adolescente chamado “Danny”, que tinha um profundo complexo de inferioridade que o deprimia muito.
Após a palestra, Dobson recebeu um bilhete anônimo de um estudante do seminário dizendo que sofria do mesmo problema – complexo de inferioridade. E encerrou o bilhete dizendo:
“Desejo ser um ministro do evangelho, e sinto que esta é a vontade de Deus. Mas ao mesmo tempo estou sempre consciente de que esse problema é muito sério e que ele me cerceia demais. Gostaria tanto de ser altamente capacitado para servir a Deus e aos outros.
“Gostaria de poder conversar com o senhor, mesmo que fosse por alguns minutos, mas reconheço que seu tempo deve estar todo tomado. De qualquer modo, sou-lhe extremamente grato por ter vindo ao nosso seminário.
“Sinceramente,
“Um seminarista aflito.”
No dia seguinte, o palestrante leu o bilhete, já que era anônimo, perante todos os alunos e professores do seminário, que ficaram bastante emocionados com as palavras daquele estudante. Após a palestra daquela manhã, o autor do bilhete procurou o Dr. Dobson. Depois um dos administradores do seminário comentou que era o último rapaz da escola que ele imaginaria ter esse problema. “Já observei, disse, que esse sentimento de inferioridade, muitas vezes, é o segredo mais bem guardado de uma escola.”
“Naquele mesmo auditório, estava um outro aluno que lutava com o mesmo problema. Mas este não escreveu carta, e não se identificou de forma alguma. Mas três semanas depois ele se enforcou no porão do prédio onde morava…. Os colegas do rapaz, estavam tão inconscientes do problema que só deram pela falta dele cinco dias depois.” (Charles Swindoll, Vivendo Sem Máscaras, 67).
Não sei qual a tragédia maior: Se o suicídio do estudante, ou o descaso dos colegas. Infelizmente, o desprezo que devotamos às pessoas mais simples, mais humildes, justamente aquelas que mais necessitam de nossa atenção, cuidado e amor, são as que mais sofrem pela falta de nossa simpatia e amizade. Nossa atitude de desprezo por essas pessoas nos faz responsáveis, pelo menos em parte, por sua desventura.
Precisamos olhar mais para o nosso lado, dar um pouco mais de atenção àquele colega que não é o “estrela”, ou aquele outro que mudou inexplicavelmente de comportamento. A pior sensação da vida é ocasionada pelo sentimento de que deixamos de fazer o que poderíamos ter feito por alguém que precisou de nós.
Esteja disposto a fazer alguma coisa, qualquer coisa, por alguém que precisa de você. Mesmo que seja apenas oferecer um sorriso.
Umberto Moura