Socorro na Angústia
E o meu Deus, segundo a Sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades. Filipenses 4:19.
Foi um dia agitado, em que precisei levar meu esposo ao hospital no meio do gelo e da neve para a sua cirurgia no ombro. Um querido amigo nos levou no seu veículo de quatro rodas e retornou mais tarde para buscar-nos, quando meu marido pôde voltar para casa. Agora era hora de entregar o jornal vespertino ao longo de duas ruas. Seria um verdadeiro desafio. Depois de ter certeza de que meu marido se sentia confortável na sua cadeira, empacotei-me com pesadas roupas de inverno e botas. Depois enchi o recipiente dos jornais; uma sacola grande na frente e outra nas costas, colocando a metade dos jornais na frente e a outra atrás.
Eu não tinha uma bengala na qual me apoiar enquanto caminhava pela neve profunda, e caí duas vezes, mas consegui alcançar uma cerca para erguer-me, e uma vez um aluno da escola me ajudou. Finalmente eu me encontrava na última rua e comecei a entregar os jornais nas casas, quando caí de novo depois de tropeçar em algo sob a neve, perto de uma árvore. Arrastei-me até a árvore e tentei me levantar, mas o tronco tinha uma circunferência grande demais para permitir que eu o abraçasse. Uma senhora chegou de carro e me ajudou a ficar em pé. Agradeci profusamente e lhe disse que precisava muito de uma vara com a qual me firmar.
Imediatamente parou um carro e dele saiu um simpático cavalheiro, vestindo terno, chapéu e sapatos sociais, o qual me perguntou se poderia ajudar. Eu lhe disse que precisava de uma vara para me firmar.
Ele pôs a mão no bolso e tirou um canivete. Procurou um ramo de árvore ao seu alcance e, com um golpe da faquinha, cortou o ramo. Tirou o excesso e o entregou a mim. "Acho que isso vai ajudá-la", disse ele.
Agradeci-lhe a bondade e depois me virei para vê-lo partir – mas aquele senhor havia desaparecido. Seu carro também. Não havia marcas de pisadas na neve por onde ele havia andado. Então entendi que o Senhor enviara Seu anjo para me socorrer.
Ainda guardo aquela varinha e me admiro de como aquele pequeno pedaço de ramo ajudou a me equilibrar. É o lembrete de que não preciso temer nunca, pois Deus providenciará sempre aquilo de que eu necessitar.
Ruth Gantz Weis