23
de
abril
Deus
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Todo Dia Existe Deus
“Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra?” Jó, 38:4.
No dia 12 de abril de 1961, Yuri Gagarin tornou-se o primeiro homem a ganhar o espaço sideral com sua máquina barulhenta, a Vostok 1. Lá de cima ele declarou que a terra era azul e muito bonita. Porém, ao retornar, dizem que ele falou o seguinte: “Estive no céu e não vi nenhum Deus.” Essas palavras refletiam o pensamento coletivo arrogante contemporâneo da extinta União Soviética. Ele não viu Deus no brilho das estrelas, na harmonia do cosmo, na grandeza do infinito, porque não se via como uma criatura de Deus. Ele morreu e a União Soviética acabou-se. (Bem feito!).
Houve alguém, que não quis se identificar (como, aliás, costuma acontecer aos grandes homens), que não foi tão longe, que não voou tão alto, mas viu a Deus de forma encantadora e incontestável; e da forma que O viu escreveu neste poema:
Entre a lua e as estrelas, num galope, num tropel, pisando nas nuvens brancas, eu vi Deus passar no céu.
Todo dia existe Deus, num sorriso de criança, no canto dos passarinhos, num olhar, numa esperança…
Na harmonia das cores, na natureza esquecida, na fresca aragem da brisa, na própria essência da vida…
No regato cristalino, pequeno servo do mar, nas ondas lavando as praias, na clara luz do luar…
Na escuridão do infinito, todo ponteado de estrelas, na amplidão do universo, no simples prazer de vê-las…
Nos segredos desta vida, no germinar da semente, nos movimentos da terra, que giram incessantemente…
No orvalho sobre a relva, na passarada que encanta, no cheiro que vem da terra, e no Sol que se levanta….
Nas flores que desabrocham, perfumando a atmosfera, nas folhas novas que brotam, anunciando a primavera…
Deus é a Paz, a Esperança, é o alento do aflito, é o Criador do Universo, da luz, do ar, do infinito…
Deus é a Justiça perfeita, que emana do coração: Ao perdoar quem O ofende, Ele é o próprio perdão.
Será que você não viu o rosto calmo de Deus, no colorido mais belo, dos olhos dos filhos Seus?
Eu sei que não me enganei, em tudo que lhes dizia: Deus é paz, é o amor, Deus é a eterna poesia….
Deus é constante, é perene, é divino de tal sorte, que sendo a essência da vida, é o descanso da morte….
Não há ida sem volta, e nem há volta sem ida, a morte não é a morte, é só a porta da vida…
No ciclo da natureza, nesse ir e vir constante, no broto que se renova, na vida que segue adiante…
Em quem semeia a bondade, em quem ajuda o irmão, colhendo a felicidade, cumprindo a sua missão…
No suor de quem trabalha, no calo duro da mão, no homem que planta o trigo, no trigo que faz o pão…
Você pode sentir Deus… pulsar em seu coração! (Autor Desconhecido).

